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domingo, 20 de novembro de 2011

Papo de Bar

Tchê, depois que nasceu a minha filha Martina, o bar virou aqui em casa. Aquela hora do dia de tomar uma gelada, falar mal do patrão e desopilar total passou a ser aqui em casa mesmo. Minha esposa e eu nos acostumamos a tomar e conversar. Ela sem álcool, obviamente para quem é lactante.  Mas o clima de descontração ainda existe, mesmo que sem aquela gritaria e cheiro de boteco. 
 
Há algum tempo incorporamos visitantes reais e virtuais em nosso happy hour caseiro. 
Amigo leitor e amigo bebedor, o fato é que o papo de bar é a melhor terapia desde que inventaram o tempo moderno. A correria dos dias atuais, metas profissionais e pessoais estabelecidas por uma sociedade cruel, transformou o papo de bar em uma necessidade quase que diária – uma válvula de escape – para enfrentarmos o dia seguinte que recomeça cobrando muito cedo no dia seguinte.
Não importa a quantidade nem a qualidade do trago – desde que gelada, já que por aqui polar é artigo de contrabando. O que verdadeiramente importa é a quantidade de besteiras e a qualidade das piadas inventadas na hora debochando do nosso cotidiano, que aos poucos vão nos aliviando e relaxando do stress da tal vida moderna.  É quase que uma proporção aritmética, quanto mais risada e besteira, mais aliviado ficamos. (JZ).